Tudo deu certo, e três meses depois, a equipe está na decisão da Superliga Feminina de Vôlei B. Na próxima segunda-feira (10), o Hinode Barueri disputa o título e uma vaga na elite do vôlei nacional, a Superliga, contra o Suflex/Clube Curitibano-PR. O jogo será na casa da equipe de Moara.
Determinada e focada na grande final, a ponteira amazonense disse que nada seria possível sem a ajuda do grande líder e técnico José Roberto Guimarães. Ver uma pessoa que ganhou três medalhas de ouro olímpica se dedicar a um time de segunda divisão da modalidade foi uma inspiração para Moara.
“Treinar com Zé e toda essa comissão técnica super competente no voleibol é maravilhoso. Todos os dias tento absorver o máximo de ensinamento de cada um e busco sempre evoluir e me superar cada vez mais. O Zé é um profissional ímpar, e é uma honra poder fazer parte desse grupo que tanto tem pra me agregar. A sensação de estar na final é gratificante, mas ainda não alcançamos nosso objetivo principal, que é o de ser campeãs”, declarou Moara, que é a caçula da equipe.
Antes de chegar no time paulista, Moara Silva iniciou seus primeiros passos no voleibol em 2011, pela escolinha de vôlei da Vila Olímpica de Manaus. Depois integrou as equipes do Adalberto Valle (2014) e La Salle (2015).
Sua trajetória esportiva teve uma virada radical após ela atrair os olhares do técnico Ricardo Picinin, que comandava um dos gigantes da modalidade no país: o Praia Clube-MG. Moara foi campeã dos Jogos Escolares Brasileiros (JEB’s) em 2015 pela seleção amazonense e o talento despertou a atenção de Picinin. “Ele me viu jogando e depois que a partida terminou, me convidou para fazer uma peneira no Praia Clube. Na hora aceitei fazer o teste”, contou a jogadora. Em quase um ano na base do time mineiro, Moara conquistou títulos como os jogos escolares de Minas Gerais antes de partir para São Paulo e ter seu talento lapidado pelo tricampeão olímpico.
Fonte: acritica.com