Fiscalização flagrou 19 barcos realizando festas ou com superlotação nos rios do AM

Somente neste ano, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) flagrou 19 embarcações que desrespeitaram as normas de combate ao coronavírus. Os barcos foram flagrados realizando festas, além de não respeitarem o limite abaixo de 50% da capacidade de pessoas.

Foto: Divulgação/ NO FARO DA NOTÍCIA


Outra irregularidade encontrada com frequência é o não uso de álcool em gel e máscaras de proteção pelos tripulantes e passageiros.

As ocorrências provam que empresários do setor de transporte fluvial, bem como as pessoas que utilizam as embarcações, não estão preocupados com a pandemia do coronavírus.

Os números foram divulgados pela Central Integrada de Fiscalização (CIF), que reúne órgãos públicos que atuam no combate à pandemia da Covid-19. Foi a CIF quem autuou o barco Anna Caroline II, que no fim de semana levava mais de 800 pessoas para uma praia na orla de Manaus.

A embarcação estava com a capacidade máxima de passageiros. Outra infração é que poucas pessoas usavam máscara de proteção, o que favorece a disseminação do coronavírus. Os passageiros se recusaram a descer do barco, por isso a Polícia Militar foi chamada cumprir a ordem de desocupação.

De 1º. de janeiro até o dia 15 de abril, a CFI e a Capitania dos Portos fiscalizaram 252 barcos na capital e interior. Após a fiscalização, 44 veículos apresentaram irregularidades e foram autuados.

É importante destacar que embora o governo do Amazonas tenha flexibilizado o decreto de distanciamento social, as regras para o transporte fluvial continuam rígidas para garantir a segurança da população.

Segundo o decreto, as embarcações só podem transportar passageiros com até 50% de sua capacidade máxima e devem seguir as normas sanitárias. Os barcos devem também disponibilizar álcool em gel aos passageiros e manter a distância entre os tripulantes.

Os tradicionais passeios pelas praias e rios do Estado só podem acontecer desde que sejam contemplativos, ou seja, não podem ocorrer paradas. A medida visa evitar o contágio de indígenas e povos ribeirinhos.

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