A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (26) a Operação Catraia, no município de Oiapoque, extremo norte do Amapá, na fronteira franco-brasileira, para combater o crime de migração ilegal.
Cerca de dez policiais federais cumprem dois mandados de busca e apreensão, em residências de suspeitos investigados por envio e entrada no Brasil, por meio fluvial, de pessoas para trabalho em garimpos clandestinos, sobretudo na Guiana Francesa.
A investigação teve início em 12 de maio deste ano, após o Exército Brasileiro, em procedimento de patrulha no Rio Oiapoque, abordar uma embarcação suspeita. O piloto do barco, no entanto, fugiu e abandonou a embarcação em um afluente do rio.
De acordo com a PF, dentro do barco foram encontrados vários objetos, inclusive itens pessoais, que indicavam se tratar de um meio de transporte para garimpo, além de combustível, o que caracteriza o crime de contrabando.
Operações do ano
Este ano, a PF já deflagrou outras três operações, durante os meses de fevereiro e março, em Oiapoque, tendo como principais alvos coiotes, como são conhecidos os criminosos que atuam na promoção de migração ilegal.
O nome da operação, Catraia, é uma referência às embarcações, muito comuns na região do Oiapoque, usadas no transporte de pessoas e mercadorias para a Guiana Francesa e Suriname.
Mais procurado do mundo
A Polícia Federal (PF) prendeu nesta segunda-feira (24) um dos narcotraficantes mais procurados do mundo. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o italiano Rocco Morabito foi localizado em um quarto de hotel, em João Pessoa.
A prisão foi possível por meio de um trabalho conjunto da PF com a Interpol, a polícia internacional, e a partir de um mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Rocco Morabito era considerado o segundo criminoso mais procurado da Itália e acusado de envolvimento com a Ndrangheta, que é tida como uma das maiores e mais poderosas facções criminosas organizadas do mundo.
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