Polícia Federal confirma tiros de empresário e prisão de cinco investigados

Em entrevista coletiva no final da manhã desta quarta-feira, 2, em que esclareceu informações da 4ª fase da Operação Sangria, deflagrada hoje, o superintendente regional da Polícia Federal, Leandro Almada, confirmou que durante ação da PF, o empresário Nilton Costa Lins Júnior efetuou dois disparos em sua residência, mas ninguém ficou ferido.


Foto: Divulgação/ NO FARO DA NOTICIA 

“Uma perícia foi feita no local, já estão em procedimento de oitiva os policiais e os cidadãos envolvidos nessa ação. Após essas entrevistas a autoridade policial responsável vai adotar medidas necessárias. O procedimento ainda está em andamento”, disse Leandro.

Nilton Lins Júnior é um dos investigados nesta quarta fase da “Sangria” e um dos que têm mandado de prisão temporária. Ele é o proprietário do Grupo Nilton Lins, onde funcionou o hospital de campanha no auge da primeira onda da pandemia da Covid.

Em nota, advogados do empresário Nilton Lins Júnior informaram que “por conta de um assalto sofrido anteriormente em sua residência, o empresário Nilton Lins Júnior pensou se tratar de uma nova ocorrência semelhante e disparou dois tiros de alerta dentro de casa”.

Mas segundo informou o superintendente, toda a equipe da Polícia Federal estava devidamente uniformizada e com carros oficiais, estava fácil de identificar que era uma operação organizada e oficial.

Prisão

De acordo Leandro Almada, cinco pessoas foram presas temporariamente e serão encaminhadas para unidades prisionais e que um dos acusados estaria foragido.

A PF informou que não divulgará nomes no momento, mas segundo apuração foram presos temporariamente Sérgio José Silva Chalub, Rafael Garcia da Silveira, Franck Andey Gomes de Abreu, Carlos Henrique Alecrim John e o do empresário Nilton Costa Lins Júnior. O foragido seria o secretário Marcellus Campêlo.


Por meio de nota, a assessoria da Secretaria de Saúde do Amazonas informou que secretário da pasta Marcellus Campêlo estava em viagem particular ao Estado de São Paulo e deve se apresentar na sede da PF assim que retornar para Manaus.

Apreensão

Leandro Almada disse que foram deferidas pelo STJ quebra de sigilo bancários e fiscais dos investigados.

“Como se trata de possível desvio de recursos públicos foi requisitado o sequestro de bens”, disse.

Os dados estatísticos finais das apreensões ainda serão divulgados, mas até o momento o que se sabe é que 13 veículos foram apreendidos.

“A apreensão é cautelar, precisamos garantir que esses bens móveis fiquem indisponíveis até que se possa com mais segurança verificar e definir a real destinação deles”, concluiu.

Portal Norte

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