Atendendo ao Requerimento nº 317/2017, do deputado Luiz Castro (REDE), a Assembleia Legislativa do Amazonas realizou nesta segunda-feira (20) uma Sessão Especial em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down, reunindo as pessoas e as instituições filantrópicas que se dedicam a acolher, realizar tratamento e promover a educação de pessoas com down no Amazonas. Com apresentação de grupos de danças das instituições participantes, a sessão serviu também para mostrar a crise financeira que elas vivem.
Na sessão presidida pelo deputado Serafim Corrêa (PSB), a presidente da Federação das Apaes do Amazonas (Feapaes), Maria do Perpetuo Socorro Castro Gil foi homenageada com uma placa comemorativa em nome das instituições, e os demais representantes receberam certificados. Referindo-se ao trabalho realizado com as pessoas deficientes, a presidente da Feapaes disse que “Deus nos dá a oportunidade para sermos pessoas melhores e aprendermos a tratar as pessoas com amor”.
A coordenadora da Associação de Pais e Amigos de Excepcionais do Amazonas (Apae-AM), Elizângela Farias disse que a falta de recursos afeta no sentido de tornar difícil a manutenção dos funcionários e dos serviços prestados pela instituição. Hoje, segundo ela, a Apae subsiste praticamente à custa do Serviço de Telemarketing, que arrecada entre R$ 20 a R$ 23 mil/mês, para uma folha de R$ 30 a R$ 35 mil e o atendimento mensal de mais de 3,5 mil pessoas com síndrome de down. O passivo atual já chega a R$ 1,4 milhão.
Da mesma forma, a presidente da Sociedade Pestalozzi do Amazonas, Silvia Luiz Simões Passos falou das dificuldades enfrentadas pela instituição, onde “o tempo todo é de sacrifício”. Ao longo dos anos que se dedica ao trabalho de inclusão da pessoa com deficiência, Sílvia diz que recebeu ajuda, sim, mas não foi o suficiente para melhorar as condições de oferecer um melhor atendimento e mais qualidade de vida para as pessoas. “O nosso empenho é que a instituição permaneça, porque todo dia nascem crianças com deficiência e pessoas adquirem deficiência”, disse.
O coordenador da Associação de Pais e Amigos dos Down no Amazonas (APADAM), Omar Maia dos Santos lamentou que ainda exista “recusa escolar para os pais das crianças que precisam efetuar matrícula, principalmente na escola particular”. Ela lembrou que o tema desse ano da Internacional da Síndrome de Down é “Minha voz, minha comunidade”, e disse que foi justamente isso que hoje nós vimos aqui, as crianças da Apadam, da Apae e da Pestalozzi mostrando para a sociedade o que eles são capazes e que tudo é questão de dar oportunidade e incentivo a essas pessoas para realizarem.
Manifestaram-e ainda durante a sessão a secretária da Secretaria de Estado da Pessoa com Deficiência (Seped), Vânia Suely de Melo e o presidente do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência (Cepd), Ronald André Brasil defendendo o fortalecimento das políticas públicas de apoio às instituições e o cumprimento das leis de proteção às pessoas com deficiência.
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